Akimatsuri Mogi das Cruzes

Cerimônias e Costumes

Resgatar e difundir a cultura oriental são os principais objetivos da Festa do Outono  Akimatsuri, que acontece em 2023 nos dias 8, 9, 15 e 16 de abril. Assim, como nos anos anteriores, os visitantes terão a oportunidade de “viajar” ao Japão, conhecendo um pouco mais sobre as tradições que sobrevivem há milênios.

O Tanabata, Cerimônia do Chá, Ikebana, Origami e Tooro Nagashi são exemplos da riqueza da cultura oriental. São ritos e cerimônias realizadas há anos que permanecem vivas dentro do Akimatsuri. Mas qual seriam suas origens e significados?

Taiko - Tambores Japoneses

TAIKÔ

No Japão a palavra Taiko significa “grande tambor”. Em outros países, a palavra é usada para referir-se a alguns tipos de tambores japoneses (‘wa-daiko’, Tambor Japonês, em Japonês).

Os Taikos eram freqüentemente usados, na época feudal, para motivar as tropas, ajudar a marcar o passo na marcha e anunciar comandos e anúncios marciais. Ao se aproximar ou entrar no campo de batalha, o taiko yaku (tocador de tambor) era responsável por determinar o passo da marcha.

Tooro Nagashi Akimatsuri Mogi das Cruzes

TOORO NAGASHI

O tooro nagashi é um ritual em que as pessoas soltam nos lagos ou em rios lanternas em forma de barquinhos feitos de papel, palito e isopor, iluminados com uma vela em seu interior. No Japão é realizado no mês de agosto no Dia de Finados, por acreditar que as almas dos falecidos retornem às casas de seus familiares na data.

Por esta razão, é celebrado o ritual para rezar pelas almas dos antepassados e a necessidade da luz da vela é para conduzir a alma para o lugar de onde veio com segurança. Nessa ocasião tem-se o costume de pedir por saúde, proteção e prosperidade.

Esta prática começou há séculos, mas se tornou muito popular após a explosão da primeira bomba atômica na cidade de Hiroshima, no Japão. Os barquinhos foram confeccionados para homenagear e lembrar as vítimas da explosão e solicitar a PAZ.

Assim, hoje é conhecido como um meio de se transmitir mensagens de paz, assim como confortar os espíritos dos mortos de cada família.

Cerimônia do Chá Akimatsuri

CERIMÔNIA DO CHÁ

A cerimônia do chá – o chanoyu – é um ritual com sete séculos de história, que consiste em servir e beber o “matcha”, um chá verde pulverizado. Os convidados usam vestes especiais, louças antigas e raras, e cumprem vários procedimentos (cumprimentos, esperas, saudações) que sugerem a paz e despojamento.

Essa cerimônia simboliza tudo o que, na cozinha japonesa, se opõe ao modo de comer, apressado e desatento, representado, nos tempos atuais, pelo fast-food. Os pratos e ingredientes japoneses são plenos de significados simbólicos, não somente nutritivos. Um simples fio de macarrão, por exemplo, pode representar a continuidade da vida, a prosperidade de uma família.

O chanoyu tem desempenhado importante papel na vida artística do povo japonês, pois envolve a apreciação do cômodo onde é realizada, o jardim que o circunda, os utensílios utilizados e a decoração do ambiente. Representando a beleza da simplicidade estudada e da harmonia com a natureza, o espírito do chanoyu moldou o desenvolvimento da arquitetura, jardinagem paisagística, cerâmica e artes florais no Japão.

De acordo com a história registrada no país, o chá foi introduzido no Japão por volta do século VIII, originário da China, onde era conhecido desde o Período da Dinastia Han Oriental (25-220DC). O “matcha”, conforme é usado na cerimônia do chá de hoje, ainda não era conhecido naquela época, mas já era muito precioso e usado também como remédio.

O costume de beber “matcha” difundiu-se não só entre os sacerdotes de Zen, mas também entre a classe superior. O desenvolvimento das maneiras cotidianas da maioria dos japoneses tem sido influenciado basicamente por formalidades como as que são observadas na cerimônia chanoyu. Prova disso é o costume bastante difundido entre as moças antes do casamento de receber aulas dessa arte a fim de cultivar a postura e o refinamento vindos da etiqueta da chanoyu.

Tanabata Akimatsuri

TANABATA

 Tanabata Matsuri é o costume de escrever pedidos ou desejos em tiras de papéis coloridos, chamados de tanzaku, que ocorre na data de 7 de julho no Japão. Quem for ao Akimatsuri e visitar o Pavilhão de Exposição Agrícola e Cultural poderá adquirir tanzaku e amarrá-los nos galhos de bambus, colocados junto aos enfeites. Cada cor significa um tipo de pedido: branco (paz), rosa (amor), vermelho (paixão), verde (esperança) e azul (saúde). Após o término da festa, todos os papéis são queimados para que a fumaça leve os pedidos ao céu, na expectativa de serem realizados. A tradição tem origem numa lenda folclórica chinesa introduzida no Japão no século VIII, a princesa Orihime e o pastor Hikoboshi, ao se apaixonarem, deixaram de cumprir suas obrigações provocando a ira do Senhor Celestial, que os transformou em duas estrelas e foram separadas pela Via Láctea. Comovido com a tristeza em que os dois ficaram, o Senhor Celestial permitiu que se encontrassem uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês. A partir daí, surgiu o Tabanata Matsuri, comemorado todos os anos na festa do Akimatsuri.

Origami Dobraduras de Papel Akimatsuri

ORIGAMI

Origami é a arte japonesa de dobrar o papel. A palavra tem origem do japonês ori (dobrar) kami (papel). Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores diferentes, prosseguindo-se sem cortá-lo.

No entanto, a cultura do Origami Japonês não se restringe a estas definições. Pode-se também cortar o papel durante a criação do modelo, ou começar com outras formas de papel que não seja a quadrada (retangular, circular ou outras).

Segundo a cultura japonesa, aquele que fizer mil origamis tem direito a um pedido. Os japoneses sempre foram muito cuidadosos em não desperdiçar, por isso guardavam sempre todas as pequenas réstias de papel e usavam-nas nos seus modelos de origami.

Durante séculos, não existiram instruções para criar os modelos de origami, pois eram transmitidas verbalmente de geração em geração. Esta forma de arte viria a tornar-se parte da herança cultural dos japoneses. Em 1787, foi publicado um livro (Hiden Senbazuru Orikata) contendo o primeiro conjunto de instruções origami para dobrar um pássaro sagrado do Japão. O Origami tornou-se uma forma de arte muito popular, conforme indica uma impressão em madeira de 1819 intitulada “Um mágico transforma folhas em pássaros”, que mostra pássaros a serem criados a partir de folhas de papel.

Soroban Ábaco Japonês Akimatsuri

SOROBAN

É um ábaco, antigo instrumento de cálculo, formado por moldura com bastões ou arames paralelos usualmente usado para ensinar as crianças a fazerem contas de soma e divisão. Mas o Soroban tem um diferencial: é um ábaco japonês, com apenas cinco contas, ou pedrinhas em cada ordem numérica.

Com o uso, o instrumento sofreu uma série de aperfeiçoamentos que geraram técnicas rápidas para executar qualquer cálculo: adição, subtração, multiplicação, divisão, raiz quadrada e outros.

Alguns praticantes usam a mesma técnica para fazer cálculos mentais, com habilidades para fazer cálculos de algarismos enormes para os padrões ensinados nas escolas.

O Soroban garante aos praticantes outras habilidades, como:

• Melhora na concentração e memorização, principalmente para números;
• Visualização e inspiração apuradas;
• Observação mais atenta;
• Processamento de informações de maneira mais rápida;
• Aumento da “velocidade auditiva”;
• Cálculo mental.

Quem tiver interesse, poderá participar de um workshop de soroban que será realizado durante a Festa do Akimatsuri no Pavilhão Cultural.

Shodo Escrita Japonesa Akimatsuri

SHODÔ

Shodo é a caligrafia japonesa, geralmente escrita com sumi (tinta preta) e pincel, sobre um papel artesanal muito fino, utilizando caracteres japoneses ou chineses. Delicadas, as peças devem ser manuseadas com cuidado e, preferencialmente, protegidas em uma moldura. “Sho” significa caligrafia e “Do”, caminho.

Tradicionalmente são encontrados em templos, palácios e no “tokonoma” das casas, uma espécie de relicário. Hoje, podem ser vistos em todos os lugares. Nas casas de estilo ocidental no Japão, são pendurados ao lado de quadros e fotografias. São bastante comuns em hotéis, restaurantes e áreas de recepção de empresas.

A peça de Shodo é normalmente escolhida com um propósito, seja como sorte, prosperidade, longevidade, sucesso, ou simplesmente porque é bonita. Freqüentemente, há um elemento sazonal no Shodo, sendo substituído no Japão, conforme a estação do ano ou evento. O Shodo pode ser feito para uma ocasião especial, como uma cerimônia do chá ou matsuri.

Tempurá Akimatsuri Mogi das Cruzes

CULINÁRIA E GASTRONOMIA

O tooro nagashi é um ritual em que as pessoas soltam nos lagos ou em rios lanternas em forma de barquinhos feitos de papel, palito e isopor, iluminados com uma vela em seu interior. No Japão é realizado no mês de agosto no Dia de Finados, por acreditar que as almas dos falecidos retornem às casas de seus familiares na data.

Por esta razão, é celebrado o ritual para rezar pelas almas dos antepassados e a necessidade da luz da vela é para conduzir a alma para o lugar de onde veio com segurança. Nessa ocasião tem-se o costume de pedir por saúde, proteção e prosperidade.

Esta prática começou há séculos, mas se tornou muito popular após a explosão da primeira bomba atômica na cidade de Hiroshima, no Japão. Os barquinhos foram confeccionados para homenagear e lembrar as vítimas da explosão e solicitar a PAZ.

Assim, hoje é conhecido como um meio de se transmitir mensagens de paz, assim como confortar os espíritos dos mortos de cada família.

PATROCINADORES MASTER
FINANCIAMENTO
LIC Prefeitura de Mogi das Cruzes
Projeto financiado pela Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes por meio da Lei nº 6.959/14 (Lei de Incentivo à Cultura). Projeto Aprovado nº 977/2025.
EMPRESAS QUE APOIAM A LIC
PATROCINADORES OFICIAIS
PATROCINADORES
Sakura Alimentos
APOIO
TV OFICIAL
JORNAL OFICIAL
REALIZAÇÃO