Akimatsuri Mogi das Cruzes

Akimatsuri é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial em Mogi das Cruzes

Decreto foi oficializado durante a abertura do 39º festival, que reuniu autoridades e lideranças no último sábado (11/04)

A abertura do 39º Festival de Outono Akimatsuri, em Mogi das Cruzes, foi marcada por um anúncio histórico: a prefeita do município, Mara Bertaiolli, oficializou, por meio do Decreto nº 24.289, o reconhecimento do evento como Patrimônio Cultural Imaterial. A formalização ocorreu no último sábado (11/04), no Centro Esportivo do Bunkyo, com a presença de autoridades municipais, lideranças da comunidade nipo-brasileira, convidados e visitantes, reforçando o status do Akimatsuri como um dos maiores festivais da cultura japonesa do Brasil.

O decreto, assinado no dia 6 de abril, determina a inscrição do Akimatsuri no Livro de Registro das Celebrações, instrumento oficial de preservação dos bens culturais de natureza imaterial do município. A medida foi aprovada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico (COMPHAP) e pelo Conselho Municipal de Cultura (COMUC), em conformidade com a legislação municipal e federal de proteção ao patrimônio cultural.

Criado em 1986 pela Associação Cultural de Mogi das Cruzes – Bunkyo, o Akimatsuri, que significa “Festival de Outono”, nasceu com o propósito de preservar e compartilhar as tradições japonesas. Ao longo de quase quatro décadas, o evento se consolidou como um dos maiores e mais importantes festivais da cultura japonesa do Brasil, reunindo milhares de visitantes todos os anos e fortalecendo a identidade cultural da cidade.

Realizado em dois finais de semana, o festival oferece uma programação diversificada, que inclui apresentações de dança, música e taikô (tambores japoneses), demonstrações de artes marciais, concursos culturais, atrações ligadas à cultura pop japonesa, além de rituais como o Tooro Nagashi, um dos momentos mais emocionantes do evento. A gastronomia também é um dos grandes destaques, com uma ampla praça de alimentação que reúne pratos típicos e proporciona ao público uma verdadeira imersão na cultura japonesa.

Mais do que um evento festivo, o Akimatsuri também se destaca pelo impacto social e pelas ações realizadas ao longo do ano pela associação organizadora. Parte da arrecadação e das iniciativas do evento contribui com instituições assistenciais da região, como o Instituto Only Way, que atende centenas de famílias, além de entidades como Ikoi no Sono, Kibô-no-Iê, Ceic Curumim e Amigos da Latinha, ampliando o alcance social das ações promovidas pela comunidade.

Durante o festival, também são realizadas iniciativas voltadas ao meio ambiente, como a coleta seletiva de resíduos, com separação de materiais recicláveis, incluindo latinhas e garrafas, reforçando a preocupação com a sustentabilidade do evento.

O reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial reforça esse conjunto de ações e marca um novo capítulo na história do festival, garantindo a preservação de suas manifestações culturais e ampliando seu papel social no município.

Durante a cerimônia de abertura, o público acompanhou apresentações culturais e a presença de diversas autoridades, evidenciando a relevância do momento para a cidade. O ato simbólico também destacou o impacto do festival para além da cultura: todos os anos, o evento atrai visitantes de diferentes regiões e movimenta a economia local, impulsionando setores como turismo, hotelaria e comércio.

Para o presidente do Bunkyo de Mogi das Cruzes, Frank Tuda, o reconhecimento representa a valorização de um trabalho construído ao longo de gerações. “Receber o título de Patrimônio Cultural Imaterial é motivo de grande orgulho para toda a comunidade. O Akimatsuri é resultado da dedicação de voluntários ao longo de décadas e representa a preservação das tradições japonesas em nossa cidade”, afirmou.

Já o coordenador geral do festival, Daniel Aoyagui, destacou a dimensão do evento. “O Akimatsuri vai muito além de um festival. Ele promove o encontro de culturas, fortalece o turismo, gera impacto econômico significativo e também contribui socialmente com a região. Esse reconhecimento valoriza todo esse trabalho coletivo”, disse.

Além de reconhecer oficialmente o festival, o decreto estabelece que a Secretaria Municipal de Cultura será responsável por adotar medidas para garantir sua preservação e continuidade, assegurando que suas manifestações culturais sejam mantidas e transmitidas às futuras gerações.

Com o título de Patrimônio Cultural Imaterial, o Akimatsuri reforça sua posição como um dos maiores festivais da cultura japonesa do Brasil e passa a integrar, de forma definitiva, o conjunto de bens culturais que representam a identidade e a história de Mogi das Cruzes.

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